Ambas costumam ter maior prevalência no inverno.
Em parte devido à aglomeração de pessoas em locais
menos ventilados, o que facilita a disseminação do
vírus. Boas medidas preventivas são evitar
ambientes com tais características, além da boa
alimentação.
O resfriado
O
resfriado ocorre mais comumente. Não é grave e
dura aproximadamente quatro dias. Um sintoma bem
característico é a coriza, inicialmente aquosa e
abundante, torna-se, progressivamente, viscosa,
espessa e de cor amarelo-esverdeada. Normalmente
também apresenta obstrução nasal e tosse, que
podem durar até duas semanas. “Espirros, dor
de cabeça, dor de garganta, febre baixa, são
outros sintomas do resfriado”, completa o dr.
Mauro Gomes, Diretor da Comissão de Infecções da
Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
“É
transmitido pelo contato direto pessoa-a-pessoa,
por meio das gotículas eliminadas ao falar, tossir
ou espirrar”, completa o especialista.
Segundo o dr. José Eduardo Cançado, presidente da
SPPT, o resfriado é viral, portanto, não há
tratamento especifico, pois antibiótico não mata o
vírus.
“Quando os antibióticos são empregados com a
intenção de prevenir complicações bacterianas,
chega-se a um problema e não à solução. Há uma
seleção natural de bactérias resistentes aos
antibióticos, complicando o quadro clínico”,
pondera dr. Mauro Gomes.
O
aconselhado é que o paciente repouse e use
agasalhos, que melhoram o bem-estar. Analgésicos e
antitérmicos devem ser usados, quando necessário e
prescritos por um médico especialista, para
melhorar a dor de cabeça e a febre. “Não há vacina
para o resfriado devido ao grande número de vírus
causadores. Um dado importante: não existe
evidência científica de que a utilização de
vitamina C previna qualquer infecção
respiratória”.
A outra
A
gripe é causada por um vírus da família Influenzae,
de tipos A, B e C, que sofre constantes mutações.
Devido à natureza inconstante do vírus, há o risco
de desenvolvimento de compilações até fatais. Isso
faz da gripe uma grande ameaça à saúde pública.
Costuma durar mais de uma semana e, além de
apresentar os mesmos sintomas do resfriado, tem
sintomas como febre alta, dores pelo corpo,
fadiga, tosse. Pode comprometer também os
brônquios e os pulmões, levando à pneumonia.
Outras conseqüências são a sinusite, otite média,
descompensação do diabetes mellitus, agravamento
de doenças pulmonares crônicas, insuficiência e/ou
arritmias cardíacas.
“Os
vírus da gripe disseminam-se principalmente pelo
ar. Difundem-se por gotículas produzidas durante a
tosse, pelos espirros, ao falar e ainda pela
auto-inoculação, após o contato das nossas mãos
com as superfícies como toalhas, corrimãos,
maçanetas etc., previamente contaminadas com
secreções respiratórias de pacientes com gripe”,
explica o dr. Mauro.
Para a gripe existe a vacina antiinfluenzae, que
deve ser tomada no período que antecede o inverno.
“É necessário lembrar que a vacina não confere
100% de proteção contra a gripe, mas evita as
formas mais graves, diminuindo o índice de mortes
por pneumonia”.
Outro fator essencial é o fato de que, devido ao
vírus da gripe passar por diversas mutações, a
vacina tem de ser tomada todos os anos, além de
que os anticorpos produzidos diminuem com o tempo