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Tony Rodrigues - tony@giusticom.com.br

HAP: 60% dos portadores morrem sem tratamento.

A Hipertensão Pulmonar afeta crianças, adultos e idosos e tem um enorme impacto no dia-a-dia dos pacientes que, muitas vezes, não conseguem sequer levantar os braços para pentear cabelo ou escovar os dentes por conta do cansaço. Ela aumenta a pressão do sangue que passa pela artéria pulmonar e isto resulta num esforço cada vez maior do coração para bombear este sangue, o que leva à insuficiência do órgão. Esta é, na maioria das vezes, a causa da morte dos pacientes. Cerca de 60% dos portadores da HAP sem tratamento adequado morrem e têm uma sobrevida de aproximadamente dois anos após o diagnóstico.

O grande problema da Hipertensão Arterial Pulmonar são seus sintomas similares a outros males. Na maioria dos casos, os portadores sentem falta de ar progressiva, fadiga, vertigem, desmaios, dor no peito, tosse, inchaço nos tornozelos ou pés, fígado e abdômen dilatados. Também pode ser conseqüência de outras doenças como esclerose sistêmica, doenças cardíacas,  AIDS, esquistossomose, uso de moderadores de apetite, cirrose, embolia pulmonar crônica, apnéia do sono, entre outros.

 

Apesar de haver terapias disponíveis no Brasil, a maioria dos pacientes ainda enfrenta dificuldade de acesso aos medicamentos que podem ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Embora seja uma doença progressiva, ainda não consta da lista de medicamentos excepcionais do SUS. O Estado de São Paulo elaborou o primeiro protocolo da doença no país e está habilitado a oferecer tratamento com remédios aprovados pela Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

“Atendemos vários pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar. A Beneficência Portuguesa de SP é um centro de excelência, com recursos médicos e de exames para realização do diagnóstico e acompanhamento desses doentes. Alguns chegam até a precisar de transplante de pulmão, quando há falha no tratamento com remédios”, diz Ciro Kirchenchtejn, pneumologista do Hospital, onde foram realizados o primeiro transplante bilateral de pulmão e o primeiro transplante conjunto de coração e pulmão com êxito no Brasil.

 

Sobre o Hopistal Beneficência Portuguesa de SP

 

A Beneficência Portuguesa de São Paulo nasceu em 2 de outubro de 1859. Hoje é o maior Complexo Hospitalar da América Latina, instalado em cinco edifícios e mais de 110 mil metros quadrados. São cinco mil funcionários, dos quais 1,5 mil médicos especialistas. É administrado pelo empresário Antônio Ermírio de Moraes há quase 40 anos.

 

Com uma equipe tão diversificada e de graduada, o incentivo a formação de profissionais qualificados é uma constante. Há mais de 30 anos mantém uma escola de auxiliares de enfermagem gratuita, onde os alunos recebem formação curricular acrescida de 1.300 horas/aula. Mais de 3 mil profissionais já foram formados pela instituição.  A Beneficência Portuguesa também oferece cursos de pós-graduação Lato Sensu em vinte especialidades como Cardiologia Clinica, Transplante de Fígado, Craniofacial, Neurocirurgia, entre outros. A residência médica realizada pela Beneficência Portuguesa de São Paulo é reconhecida pelo Mec – Ministério da Educação e Cultura. O Hospital acaba de fechar uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas para a realização do curso de MBA Executivo em Saúde para os funcionários e parceiros do complexo hospitalar.


A moderna tecnologia e a qualificação profissional permitiu, e continua permitindo, ao hospital quebrar barreiras antes intransponíveis.  Em duas iniciativas de destaque, trouxe para o Brasil, em 1993, a tecnologia mais avançada de radiocirurgia existente no mundo, utilizada para tratar mais de 200 mil casos nos últimos anos. O hospital ainda oferece uma dos maiores centros de cardiologia do mundo. Em 2007, uma das cinco equipes da BP, liderada pelo cardiologista José Armando Mangione, chegou a casa de 100 mil cateterismos e demais exames em cardiopatas. Ao todo o hospital já atingiu quase 500 mil exames cardiológicos.

 

A Beneficência Portuguesa também é considerado um centro de referência em transplantes. Em 1985, por exemplo, a equipe do Dr. Zerbini realizou o primeiro transplante de coração da historia da Beneficência. Entre 1973 e 2003 foram 2.490 transplantes de coração, fígado, medula, pulmão, entre outros. Um caso raro e inédito foi realizado em 93 quando um paciente passou a viver com dois corações. Cinco anos depois foi realizado o primeiro transplante bilateral de pulmão e o primeiro transplante conjunto de coração e pulmão com êxito no Brasil.

 

O hospital trabalha com 60% de atendimentos feitos através do Sistema Único de Saúde (SUS). São mais de 1900 leitos, 64 salas cirúrgicas e taxa de ocupação superior a 75%. São realizadas em média 30 mil cirurgias por ano e mais de 3 milhões de exames

 

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