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A Hipertensão Pulmonar afeta crianças,
adultos e idosos e tem um enorme impacto no dia-a-dia dos
pacientes que, muitas vezes, não conseguem sequer levantar
os braços para pentear cabelo ou escovar os dentes por conta
do cansaço. Ela aumenta a pressão do sangue que passa pela
artéria pulmonar e isto resulta num esforço cada vez maior
do coração para bombear este sangue, o que leva à
insuficiência do órgão. Esta é, na maioria das vezes, a
causa da morte dos pacientes.
Cerca de 60% dos portadores da
HAP sem tratamento adequado morrem e têm uma sobrevida de
aproximadamente dois anos após o diagnóstico.
O grande
problema da Hipertensão Arterial Pulmonar são seus sintomas
similares a outros males. Na maioria dos casos, os
portadores sentem falta de ar progressiva, fadiga, vertigem,
desmaios, dor no peito, tosse, inchaço nos tornozelos ou
pés, fígado e abdômen dilatados. Também pode ser
conseqüência de outras doenças como esclerose sistêmica,
doenças cardíacas, AIDS, esquistossomose, uso de
moderadores de apetite, cirrose, embolia pulmonar crônica,
apnéia do sono, entre outros.
Apesar de haver terapias disponíveis no
Brasil, a maioria dos pacientes ainda enfrenta dificuldade
de acesso aos medicamentos que podem ser oferecidos pelo
Sistema Único de Saúde. Embora seja uma doença progressiva,
ainda não consta da lista de medicamentos excepcionais do
SUS. O Estado de São Paulo elaborou o primeiro protocolo da
doença no país e está habilitado a oferecer tratamento com
remédios aprovados pela Anvisa - Agência Nacional de
Vigilância Sanitária.
“Atendemos vários pacientes com Hipertensão Arterial
Pulmonar. A Beneficência Portuguesa de SP é um centro de
excelência, com recursos médicos e de exames para realização
do diagnóstico e acompanhamento desses doentes. Alguns
chegam até a precisar de transplante de pulmão, quando há
falha no tratamento com remédios”, diz Ciro Kirchenchtejn,
pneumologista do Hospital, onde
foram realizados o primeiro
transplante bilateral de pulmão e o primeiro transplante
conjunto de coração e pulmão com êxito no Brasil.
Sobre o Hopistal Beneficência Portuguesa de
SP
A
Beneficência Portuguesa de São Paulo nasceu em 2 de outubro
de 1859. Hoje é o maior Complexo Hospitalar da América
Latina, instalado em cinco edifícios e mais de 110 mil
metros quadrados. São cinco mil funcionários, dos quais 1,5
mil médicos especialistas. É administrado pelo empresário
Antônio Ermírio de Moraes há quase 40 anos.
Com uma
equipe tão diversificada e de graduada, o incentivo a
formação de profissionais qualificados é uma constante. Há
mais de 30 anos mantém uma escola de auxiliares de
enfermagem gratuita, onde os alunos recebem formação
curricular acrescida de 1.300 horas/aula. Mais de 3 mil
profissionais já foram formados pela instituição. A
Beneficência Portuguesa também oferece cursos de
pós-graduação Lato Sensu em vinte especialidades como
Cardiologia Clinica, Transplante de Fígado, Craniofacial,
Neurocirurgia, entre outros. A residência médica realizada
pela Beneficência Portuguesa de São Paulo é reconhecida pelo
Mec – Ministério da Educação e Cultura. O Hospital acaba de
fechar uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas para a
realização do curso de MBA Executivo em Saúde para os
funcionários e parceiros do complexo hospitalar.
A moderna tecnologia e a qualificação profissional permitiu,
e continua permitindo, ao hospital quebrar barreiras antes
intransponíveis. Em duas iniciativas de destaque, trouxe
para o Brasil, em 1993, a tecnologia mais avançada de
radiocirurgia existente no mundo, utilizada para tratar mais
de 200 mil casos nos últimos anos. O hospital ainda oferece
uma dos maiores centros de cardiologia do mundo. Em 2007,
uma das cinco equipes da BP, liderada pelo cardiologista
José Armando Mangione, chegou a casa de 100 mil cateterismos
e demais exames em cardiopatas. Ao todo o hospital já
atingiu quase 500 mil exames cardiológicos.
A
Beneficência Portuguesa também é considerado um centro de
referência em transplantes. Em 1985, por exemplo, a equipe
do Dr. Zerbini realizou o primeiro transplante de coração da
historia da Beneficência. Entre 1973 e 2003 foram 2.490
transplantes de coração, fígado, medula, pulmão, entre
outros. Um caso raro e inédito foi realizado em 93 quando um
paciente passou a viver com dois corações. Cinco anos depois
foi realizado o primeiro transplante bilateral de pulmão e o
primeiro transplante conjunto de coração e pulmão com êxito
no Brasil.
O hospital
trabalha com 60% de atendimentos feitos através do Sistema
Único de Saúde (SUS). São mais de 1900 leitos, 64 salas
cirúrgicas e taxa de ocupação superior a 75%. São realizadas
em média 30 mil cirurgias por ano e mais de 3 milhões de
exames |