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Verena Ferreira - verena.ferreira@maquina.inf.br

Falta de vacinas contra a hepatite B alerta para gravidade da doença.

A falta de vacinas contra a hepatite B em três postos de saúde no Rio de Janeiro serviu de alerta para a necessidade de se entender melhor a doença. Como a vacinação é o método mais eficaz para impedir a proliferação do vírus da hepatite B, a falta dela representa sério risco para a população. Isso porque a hepatite B é uma das enfermidades que mais preocupa profissionais de saúde, já que infecta até 100 vezes mais do que a AIDS.

 

Esta forma de hepatite é causada pelo vírus (HBV), encontrado no sangue, saliva, urina, sêmen, secreção vaginal, menstruação e no leite materno. Sua transmissão ocorre pelo contato com estes fluídos orgânicos contaminados que, em geral, penetram na corrente sangüínea por meio do compartilhamento de agulhas e seringas ou de relações sexuais sem proteção.

 

É comum que a infecção pela hepatite B não seja percebida de forma rápida. Por sua característica “silenciosa”, a doença pode progredir sem que o paciente perceba. Por isso, é importante estar atento a sinais como mal-estar, falta de apetite, dores de cabeça e pelo corpo, cansaço excessivo, febre e até a mudança de coloração das mucosas e da pele, que ficam amareladas, pois podem ser indicadores de contaminação. Em cerca de 20% dos adultos infectados, a doença pode evoluir para quadros crônicos, como câncer e cirrose, causando graves danos ao organismo e levando muitos indivíduos para as filas de transplante de fígado.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 3 milhões de brasileiros sofrem de hepatite B. Especialistas acreditam que a falta de cuidados e de informação são os principais fatores responsáveis pelos índices de infecção. Diante desta realidade, a vacinação, a realização do teste de detecção da hepatite B, o não compartilhamento de objetos cortantes e de higiene pessoal e a prática de sexo seguro com o uso da camisinha, são indispensáveis para se evitar a propagação da doença.

 

Vacinação - A rede pública de saúde deve disponibilizar a vacinação gratuitamente. Os recém-nascidos devem receber a dose obrigatoriamente e pessoas com idade de 0 a 19 anos podem ser imunizadas nos postos de saúde.

 

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